Tenho pensado sobre o amor e seus manuais. Sim, agora existem manuais para amar. Para amar não, para talvez, quem sabe, te fazer entender o amor, ou o que há de errado com você, com o outro, com o mundo. Você estuda os tipos de apego, as linguagens de amor, casos práticos, ficcionais.
Tudo muito bom, me ajudou, acredito. Ao fim e ao cabo, a gente se conhece um pouco melhor, quando se investiga honestamente.
E se eu pudesse dizer agora ao amor da minha vida: não, amor, você não precisa ter medo! Me dê a sua mão. Confie em mim. A gente caminha junto, numa ladeira de paralelepípedo, enquanto cai a garoa, fina e gelada. Se a gente cair, a gente cai junto, no mesmo segundo. E vamos rir tanto, tanto, tanto, que, em vez de levantar, vamos ficar ali, você e eu. Rindo. Amando. Brincand
Acredito que todos buscam ou já buscaram esse lugar. Há quem nunca tenha encontrado, há quem tenha desperdiçado, há os que ainda buscam e, claro, sempre há os desistentes.
E não nos esqueçamos dos jabutis… esses derramam lágrimas de saudade e gratidão pela doce lembrança da recordação desfiada. E aquele provérbio a ecoar na mente: “Onde se vê a árvore, não se vê a floresta.”
Em memória de Leila Magrassi de Lima Ferraz, 03/11/1964 – 28/05/2025.
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